A empatia não é apenas uma virtude humana, mas um reflexo da imagem de Deus em nós. No contexto cristão , essa empatia se estende aos animais, criados por Deus e colocados sob nossa responsabilidade. Neste texto, pretendo expor como a Bíblia e a doutrina reformada nos chamam a tratar os animais com compaixão, ilustrando essa verdade com o caso recente da morte do cão "Orelha" em Florianópolis, e conectando-a a insights científicos sobre o comportamento humano.


A Fundamentação Bíblica e Teológica Reformada

A teologia reformada, inspirada em figuras como João Calvino e fundamentada nas Escrituras, ensina que Deus criou o mundo bom e ordenado (Gênesis 1:31). Os animais, embora subordinados ao homem, fazem parte da criação divina e devem ser tratados com respeito. Em Gênesis 1:26-28, Deus dá ao homem domínio sobre os animais, mas esse domínio é responsável e benevolente, não tirano. Calvino, em seus comentários, enfatiza que o homem é mordomo da criação, devendo cuidar dela como reflexo da soberania de Deus.

Provérbios 12:10 declara: "O justo cuida bem do seu animal, mas o coração dos ímpios é cruel." Essa passagem destaca que a compaixão para com os animais revela um coração justo, moldado pela graça de Deus. A teologia reformada vê na criação um teatro da glória de Deus (como ensinado por Jonathan Edwards), onde cada criatura tem valor intrínseco. Maus-tratos aos animais violam esse princípio, pois desonram o Criador e podem indicar uma ruptura espiritual. Como cristãos, devemos praticar a empatia não por sentimentalismo, mas por obediência à Palavra de Deus, reconhecendo que a crueldade é contrária à natureza redimida em Cristo.


O Caso do Cão "Orelha": Uma Lição Trágica

Recentemente, o Brasil foi abalado pelo caso da morte do cão comunitário conhecido como "Orelha", em Praia Brava, Florianópolis, Santa Catarina. Segundo investigações da Polícia Civil, o animal foi vítima de maus-tratos por um grupo de adolescentes, resultando em ferimentos graves que levaram à eutanásia. O caso ganhou notoriedade após denúncias e imagens que circularam nas redes sociais, revelando atos de vandalismo e crueldade. A justiça determinou a remoção de conteúdos que identificavam os suspeitos, mas a investigação continua, com indiciamentos por maus-tratos e até coação de testemunhas.

Esse episódio ilustra como a falta de empatia pode levar a atos de violência gratuita. Orelha, um cão comunitário que vivia nas ruas, simboliza a vulnerabilidade dos animais abandonados. Do ponto de vista cristão, esse caso nos chama à reflexão: se Deus cuida até dos pardais (Mateus 10:29), quanto mais devemos nós, como mordomos, proteger aqueles que não podem se defender? A morte de Orelha não é apenas uma tragédia animal, mas um sinal de uma sociedade que perde a compaixão, ignorando o mandamento bíblico de cuidar da criação.


A Ciência e a Ética Cristã: Crueldade como Indicativo de Psicopatia

A ciência moderna corrobora a sabedoria bíblica ao apontar que a crueldade para com animais pode ser um sinal precoce de traços psicopáticos. Estudos em psicologia comportamental, como os da American Psychological Association, mostram que indivíduos que maltratam animais frequentemente exibem falta de empatia, manipulação e insensibilidade emocional – características associadas à psicopatia. Essa ligação não é casual: a crueldade animal é vista como um "sinal de alerta" para comportamentos antissociais futuros, conforme pesquisas em criminologia.

Sob a ótica cristã, isso reforça a doutrina do pecado original: a depravação total do homem afeta todas as esferas da vida, incluindo o tratamento dos animais. A Bíblia nos ensina que o coração humano é enganoso (Jeremias 17:9), e a crueldade é uma manifestação dessa depravação. Como cristãos, devemos ver na ciência uma confirmação da Palavra de Deus, não um substituto. A empatia para com os animais não é opcional; é essencial para formar caráter cristão, prevenindo a escalada de comportamentos destrutivos.


Conclusão: Praticando a Empatia em Cristo

A empatia para com os animais é um chamado divino, enraizado na soberania de Deus sobre Sua criação. Portanto, devemos cultivar essa virtude através da oração, do estudo das Escrituras e da ação prática – adotando animais abandonados, denunciando maus-tratos e ensinando às gerações futuras o valor da compaixão. O caso de Orelha nos lembra que a crueldade não é isolada; ela reflete um coração necessitado da graça redentora de Cristo. Que possamos, como mordomos fiéis, honrar a Deus cuidando de todas as Suas criaturas, promovendo uma sociedade mais justa e compassiva.

Que Deus nos ajude a viver essa verdade diariamente. Amém.



Marco Cicco





Orai sem cessar (1 Tessalonicenses 5:17). Estas palavras do apóstolo Paulo ressoam através dos séculos como um imperativo divino que deveria ser o batimento cardíaco de toda vida cristã. E, contudo, quantos de nós nos vemos lutando para cumprir este mandamento tão fundamental? A oração é o acesso direto ao trono da graça, o privilégio incomparável que temos como filhos redimidos de Deus. Apesar disso, muitos cristãos sinceros enfrentam dificuldades profundas para manter uma vida de oração consistente e transformadora. Não é uma falha moral, mas uma realidade espiritual que merece nossa reflexão e compreensão bíblica.

 

Análise da Dificuldade: Raízes Profundas

As dificuldades que enfrentamos na oração não surgem do acaso. Há várias causas radicadas tanto em nossa natureza pecaminosa quanto na realidade da guerra espiritual que nos envolve. Primeiro, existe o problema da incredulidade velada—cremos teoricamente que Deus ouve, mas duvidamos na prática de que Ele agirá. O teólogo John Piper nos lembra que "a oração é o exercício da fé", e quando a fé não encontra solo firme em nossas almas, a oração se torna uma tarefa árdua e sem substância.

Em segundo lugar, enfrentamos a distração do mundo. Vivemos numa era de ruído incessante, onde a quietude necessária para encontrar-se com Deus se tornou um luxo raro. O mundo clama por nossa atenção a cada segundo, e nossos corações divididos entre múltiplas preocupações deixam pouco espaço para a comunhão íntima com o Pai.

 

Fundamentação Bíblica

O apóstolo Tiago nos oferece uma perspectiva profunda: "Pedis e não recebeis porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites" (Tiago 4:3). Isto não é condenação, mas diagnóstico. Nossas orações, frequentemente, carecem de intenção correta e alinhamento com a vontade de Deus.

Observemos também a experiência de Pedro em Getsêmani: "Então chegou a Jesus e lhe disse: Mestre, ainda dormes?" (Mateus 26:40). Até os apóstolos mais próximos de Cristo batalhavam contra o cansaço espiritual. Contudo, o próprio Jesus modelou para nós o que é verdadeira oração: "Ele se retirava para lugares solitários e orava" (Lucas 5:16). Aqui vemos a prioridade e disciplina que a oração requer.

R.C. Sproul frequentemente enfatizava que a oração exige intencionalidade espiritual. Não é algo que acontece naturalmente; é uma disciplina que deve ser cultivada deliberadamente, assim como um músico treina seu instrumento.

 

Exemplos e Testemunhos

Martinho Lutero, o grande reformador, reservava as primeiras horas da manhã para oração intensa, compreendendo que sem comunhão com Deus, sua obra não teria poder espiritual. Ele nos deixou o exemplo de um homem que compreendeu: oração é trabalho espiritual.

João Calvino, em suas Institutas da Religião Cristã, declarou que "ninguém jamais foi sinceramente levado a se conhecer sem antes ter se prostrado diante de Deus". Sua vida demonstrou que a dificuldade na oração é superada quando compreendemos que oração é, fundamentalmente, uma questão de relacionamento autêntico com Deus.

 

Caminho Adiante

A dificuldade na oração não é vencida por técnicas ou fórmulas mágicas, mas por uma renovação teológica de nossa fé. 

Orientação Prática: Comece pequeno. Estabeleça um tempo fixo diário, mesmo que breve. Leia um salmo, expresse seus sentimentos verdadeiros a Deus sem artificialidade. Confesse suas dúvidas, suas lutas. Ele conhece tudo, de qualquer forma.


Em Cristo.


Marco Cicco





O Natal é muito mais que datas festivas, presentes embalados e decorações que iluminam nossas cidades. Para nós, cristãos, esta celebração marca o evento mais transformador da história humana: o nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado. Enquanto o mundo secular frequentemente reduz o Natal a consumismo e sentimentalismo, somos convidados a recuperar a profundidade espiritual desta data extraordinária, reconhecendo nela o cumprimento da promessa divina de salvação e redenção para toda a humanidade.

Quando observamos o Natal pela lente reformada, vemos muito além de um relato sentimental. A encarnação de Cristo não foi um acontecimento casual, mas o ponto central do propósito eterno de Deus. Desde a fundação do mundo, o Pai planejou enviar seu Filho unigênito para assumir nossa natureza humana e realizar a obra perfeita da redenção.

A humildade do cenário em Belém nos fala profundamente. O Rei dos reis nasceu não em um palácio, mas em uma manjedoura. Este detalhe não é meramente poético—é teológico. Ele revela que o Deus que governa toda a criação escolheu se esvaziar, se tornar vulnerável, para estar conosco em nossa miséria e condição pecaminosa. Essa é a marca da graça soberana: Deus se move em direção ao necessitado, não esperando que o necessitado se eleve a Ele.

Maria e José exemplificam virtudes cristãs que devem nos impactar. A obediência de Maria—"Faça-se em mim segundo a tua palavra"—revela uma fé que vai além da compreensão. Como uma jovem mulher poderia aceitar uma tarefa tão extraordinária? Pela confiança absoluta na promessa divina. José, por sua vez, demonstra proteção responsável e liderança espiritual silenciosa. Ambos nos ensinam que viver de acordo com a vontade de Deus requer rendição genuína e fé inabalável.

 

Valores Essenciais que o Natal nos Ensina

Gratidão pelo Dom da Salvação: Nenhuma gratidão humana é suficiente para responder adequadamente ao sacrifício do Filho de Deus. O Natal nos convida a reconhecer que não merecemos esta dádiva. Somos pecadores que merecemos apenas condenação, contudo recebemos misericórdia. Esta verdade, meditada profundamente, deve gerar em nós um coração transbordante de gratidão que molda nossa atitude diante da vida.

Hospitalidade e Generosidade Autênticas: A cena do Natal nos toca porque fala de rejeição e acolhimento. Não havia lugar na hospedaria, contudo uma humilde manjedoura recebeu o Deus encarnado. Isso nos desafia a questionar: para quem estou criando espaço em minha vida? Quem está sendo deixado de lado? A verdadeira generosidade cristã não é superficial—é sacrificial, inconveniente e transformadora.

Obediência Alegre à Vontade de Deus: Maria, José, os pastores e os magos todos responderam ao chamado divino, muitas vezes deixando planos pessoais de lado. Essa obediência não era de má vontade, mas alegre. Este é o tipo de obediência que Deus deseja: não escravizante, mas libertadora, porque reconhecemos que sua vontade é sempre melhor que a nossa.

 

Aplicação Prática em Nossas Vidas

Como podemos encarnar esses valores no dia a dia? Primeiro, cultive uma disciplina de gratidão. Reserve tempo para meditar na obra de Cristo. Escreva suas bênçãos. Compartilhe seu testemunho. Deixe que a graça o transforme todos os dias.

Segundo, exercite hospitalidade genuína. Abra sua casa. Escute verdadeiramente aqueles que sofrem. Ofereça seu tempo, sua presença, seus recursos. Isso é generosidade cristã: estar presente em um mundo que corre indiferente.

Terceiro, busque obediência em todas as áreas. Desde decisões profissionais até relacionamentos familiares, pergunte: "O que deseja o Senhor?" Essa pergunta simples pode revolucionar sua vida.

 

Conclusão

O Natal não é uma celebração isolada em dezembro. É um chamado perene a reavivar nossa compreensão do Evangelho e a reorientar nossas prioridades. Quando mantemos o foco genuíno em Jesus Cristo—não em tradições culturais, mas na realidade gloriosa de sua encarnação—somos transformados.

Que este Natal não seja apenas memorável, mas significativo. Que ele reavive em você a gratidão, desperte a generosidade e fortaleça sua obediência a Deus. Pois é nesta celebração renovada que experimentamos o poder redentor que não cessa, que nos sustenta ao longo de toda a vida cristã.


Em Cristo.


Marco Cicco




O Senhor Jesus fundou a Sua igreja…

Na linguagem dos teólogos [evangélicos], Ele a estabeleceu como “agência do Reino de Deus na terra”.

Fundamentalmente não a fundou como uma instituição, mas como um corpo, um organismo vivo e dinâmico, uma fraternidade (uma família de irmãos e irmãs) de discípulos-sacerdotes, capacitados pelo Espirito Santo com habilidades sobrenaturais - chamadas de “dons” (Ef. 4:8) - para representá-lo e estender a sua missão a todos os cantos da terra (I Tm. 2:4): uma missão que comunica justiça, paz, alegria no Espírito (Rm. 14:17) e, sobretudo, amor (1 Cor 12:31; 13:13) - a Deus e ao próximo (Mt. 22:37-39).

A igreja existe, pela ação do Espírito Santo (At. 1:8), para glorificar Jesus (Jo. 16:14) e revelar o amor e a vontade de Deus a todas as pessoas, em todos os lugares, com graça e compaixão.

Glorificar a Deus, proclamar o Evangelho por vida e obras, e fazer discípulos, resumem apropriadamente o sentido de existência da Igreja:

Glorificar a Deus - apesar de isso afetar todas as áreas da vida, quando se pensa em igreja podemos falar de liturgia )o servido do povo de Deus), sacramentos e adoração, e da centralidade de Cristo. Além disso, insere-se aqui a dedicação devocional pessoal a partir de exercícios espirituais específicos (oração, leituras, jejuns, confissão etc). Soli Deo gloria.

Proclamar o Evangelho por palavras e obras - falamos aqui de evangelismo, boas obras, empreendimentos missionários e compromisso com a justiça do Reino de Deus diante de todas as esferas da vida e sociedade. A proclamação ocorre por palavras, sinais sobrenaturais, boas obras, e obras de justiça. Todavia, é essencial manter em mente que Jesus traduz absolutamente toda realidade do Evangelho (Mc. 1:1).

Fazer discípulos - diz respeito ao ensino, formação espiritual e à capacitação de todos os membros da Igreja, para que desempenhem adequadamente suas funções específicas.

(Rm. 12:4) no contexto da igreja e do mundo.


Um ”discípulo” é um aprendiz permanente (mathétes), mas jamais um espectador.

Portanto, a Igreja diz respeito a algo que vai muito além de nossas agremiações religiosas, conveniências sociais (amizades), preferências pessoais e definições parciais. Ela vai além também de nossas hermenêuticas segmentadas. Ela existe para a glória e a revelação de Deus. Nunca foi sobre ela, suas confissões, doutrinas/dogmas, eventos, catecismos/catequeses ou estratégias. Ela existe por causa de Deus, desse Deus que “amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16)“.

Pelo Evangelho a igreja foi chamada (ekklesia = ek + kalew) a manifestar a sua vocação existencial diante de toda realidade social, cultural e espiritual.

Mas, e nós? Pode surgir a questão.

Nós? Por causa da misericórdia e da graça de Deus, a nós foi permitido sermos inseridos em tão magnífica e sublime realidade. Nós somos os elementos resgatados das trevas para a concretização da realidade e do propósito da igreja.

“…àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” (Ef. 3:20,21)


N’Ele. Sempre,




Reverendo Celso Tavares.




Leitura Bíblica: Êxodo 19.5-6

“Vós, porém, sois [...] sacerdócio real [...] afim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz." 1 Pedro 2.9


Desde o início, Deus tem chamado um povo para si, separando-o para a adoração e o serviço. Em Êxodo 19.5-6, o Senhor revela ao povo de Israel sua identidade e propósito ao dizer: "Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa." Essa convocação, antes dada ao povo no Sinai, encontra sua realização plena na Igreja, formada por aqueles que foram chamados das trevas para a luz em Cristo. Como povo sacerdotal, somos chamados a viver para a glória de Deus, dedicando nossa vida a servi-Lo e proclamar Suas maravilhas.

Ser um povo sacerdotal implica adorar a Deus de maneira constante e verdadeira. A adoração não se restringe a um momento no templo, mas é um estilo de vida. Como sacerdotes do Senhor, nossa responsabilidade é oferecer a Deus sacrifícios espirituais agradáveis, como nos ensina 1 Pedro 2.5. Isso inclui louvor, gratidão, serviço e o testemunho de nossas vidas. Somos adoradores em todas as esferas, tanto em nossos cultos congregacionais quanto em nossas ações cotidianas.

Além de adoradores, somos proclamadores. O sacerdócio do crente é um chamado para anunciar ao mundo quem Deus é e o que Ele fez por nós. Vivemos em uma sociedade que precisa desesperadamente da luz de Cristo, e cabe à Igreja refletir essa luz. Nossa missão é tornar conhecidas as virtudes de Deus — Sua santidade, justiça, graça e misericórdia — para que outros sejam atraídos ao Senhor.

Por fim, como povo sacerdotal, somos chamados à comunhão. Deus não nos salvou para vivermos isolados, mas para sermos um corpo, uma nação santa, um povo unido em amor e propósito. A comunhão não apenas reflete o caráter de Deus, mas também fortalece nossa adoração e proclamação. Juntos, somos convocados a responder ao chamado do Senhor, vivendo como testemunhas fiéis em um mundo que necessita da redenção que só Ele pode oferecer.

O Senhor convoca Sua Igreja a ser um povo adorador, proclamador e unido para Sua glória!



Rev. Felipe Rocha Batista

Reverendo Felipe Rocha é pastor na Igreja Presbiteriana de Vila Natal em São Paulo-SP, parceiro de longa data do Evangelho Inegociável






Contudo, ainda que nós ou mesmo um anjo dos céus vos anuncie um evangelho diferente do que já vos pregamos, seja considerado maldito! (Gálatas 1:8 KJA)




Não me canso (e sinto que não devo me cansar) de falar sobre o atual corrompido cenário evangélico em nosso país e, mais abrangentemente, em todo mundo, pois vejo que nesse quesito se encontra o cerne de todo o pensamento e espiritualidade "cristã" decaído de nossos dias. Onde vivemos tempos em que há inversões de valores e até esquecimento de alguns, decepcionantemente, dentro da própria igreja (instituição), por parte dos próprios "crentes". E isso reflete na própria sociedade. Com uma igreja fraca e imoral, haverá uma sociedade fraca e imoral.

Pois bem, tratando-se do meio evangélico, lugar onde deveria haver referência de conduta ética e moral; base sólida para a sociedade – afinal, somos os filhos do Deus soberano e controlador de tudo; honestidade e tudo quanto mais cabem ao papel social do cristão, notamos e presenciamos uma triste realidade em que tudo isso é esculachado por infiltrações não provindas de Deus. Infiltrações que rebaixam o verdadeiro, puro e simples Evangelho do Reino de Deus, Evangelho do arrependimento como fruto da graça, Evangelho da Cruz de Cristo, Evangelho do "negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me." (Mc 8.34b). Portanto, me cerco a tratar aqui, destas colocações (em negrito) em contrapartida ao cristianismo moderno, mas especificamente, o do Brasil:

Evangelho do Reino de Deus – o Reino de Deus é, a bruto conceito, o controle eterno de Deus sobre as coisas, incitando às criaturas a devoção trinitária e dedicada ao Criador, por Seus atributos sobrepujantes, e nós como agentes apregoadores desse Reino pelo mundo. As demais abordagens que se seguem vêm por consequência desta. O Reino e suas particularidades devem ser seguidos à risca pela igreja (corpo de pessoas salvas) por causa e meio da graça, o que de fato acontece.

Como diria Mark Driscoll: "O Reino é tanto uma viagem como um destino, tanto uma operação de resgate neste mundo quebrado como um resultado perfeito na nova terra por vir; ambos já iniciados e ainda não finalizados."¹ O problema aqui, entretanto, se trata dos ditos "crentes" que, unicamente esnobam este princípio fundamental da vida cristã e se colocam acima de qualquer expectativa de humildade e submissão a Deus. Com seus corações egoístas e antropocêntricos, trocam o Reino pelas paixões desse mundo, seus bens e suas regalias, mas não compreendem o quão valoroso e recompensador é viver como servos desse Rei. Não compreendem a essência de Mateus 6.33.

Evangelho do arrependimento como fruto da graça – Diz respeito à natureza da vida com Cristo, no qual as pessoas agraciadas pelo Pai e convencidas pelo Espírito Santo, entram em constante contrição pelos seus pecados e se voltam a Deus; miram o sacrifício expiatório de Jesus no calvário como refúgio, alegria, certeza e esperança de uma vida salva, perdoada (Lc 24.47). (o puritano Thomas Watson tem um belo tratado sobre o tema, se trata do livro "A Doutrina do Arrependimento", publicado pela editora PES)

Mas até esse ponto básico foi infectado pelo evangelicalismo moderno. O arrependimento simplesmente foi esquecido em nossas igrejas hoje. Nossos púlpitos estão tomados de petições, teologia (heresia) da prosperidade, que não há mais espaço para apenas o foco do Evangelho, o chamado ao arrependimento. Seria cômico se não fosse trágico. Se tratando disto, fico com William Plumer, que diz: "A base da ordem é o fato de que todos os homens, onde quer que estejam, são pecadores. [...]Aquele que se arrepende verdadeiramente sente tristeza por seus pecados."² O triste é ver uma geração de infelizes e iludidos por esse cenário de maravilhas "góspeis" e que não veem em seu coração nada de que se arrependerem.

Evangelho da Cruz de Cristo – A cruz de Cristo é o centro da história da redenção, onde somos justificados (para saber mais sobre a Justificação, veja um texto de autoria própria aqui no Blog), tendo como Cristo o centro do Evangelho. Consequente, lógica e por decreto, essa obra glorifica ao Pai, ao próprio Filho e ao Espírito. Tudo envolve a cruz. Não podemos viver um Evangelho sem a pregação do sacrifício vicário de Jesus. Paulo já advertia que, se qualquer outra coisa seja pregada, que não seja referente a isso, seja anátema (Gl 1.8).

A cruz foi esquecida! A soberba e a necessidade de autopromoção invadiram nosso meio. Parece que nossos méritos estão acima dos méritos de Cristo, quando na verdade, nossa vida não deve ser apresentada como se por obras quiséssemos ser salvos ou alcançar menor mérito que fosse³. Vivemos num campo onde tramoias e barganhas com Deus são tão enfáticas e centralizadas, porém a Cruz de Cristo é só um objeto secundário. Daí me refiro à inversão de valores.

Evangelho do "negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me." (Mc 8.34b) – Uma das partes mais lindas e comoventes do cristianismo, a abnegação. Deus requer de nós entrega total. Exige que pisemos as pegadas de Cristo e assim nos tornemos cada vez mais parecidos com Ele. Claro, tudo isso mediante o agir eficaz do Espírito Santo em nós.

Adivinhe!? A abnegação também foi esquecida/corrompida. Vivemos em um evangelho infantil, de contos de fadas. Evangelho do "seus problemas acabaram" como marketing principal se você for para tal denominação. Não devemos nos apegar ao Senhor devido ao fato de Ele nos abençoar e nos dar uma vida agradável, nos rendemos ao Senhor por Sua pura graça e misericórdia, pois sabemos para onde iremos se não o tivermos como Salvador.

Amados, que nossos corações se quebrem ao ver o estado acabado que nossas igrejas se encontram. Igrejas fracas teologicamente. Igrejas que fundamentam sua espiritualidade em manifestações sobrenaturais (não julgando aqui a honestidade de tais atos) e perdem de seus cultos, as boas e velhas doutrinas da graça. Vamos amar, meus irmãos, a boa prática do Evangelho genuíno.

Não é tão somente uma crítica, mas uma exortação a todos (me incluo), visto que estes pontos são de suma importância para nós e devem ser constantemente tratados em nosso meio, para que não venhamos cair nas armas malignas do diabo que, no entanto, já foi vencido em Cristo.

Que venhamos perseverar em oração, e que lágrimas caiam diante de Deus perante tanta abominação e difamação do nome do Senhor. Que nossa vida cristã seja ativa e que sejamos agentes transformadores em nosso convívio diário, tendo sempre como fortaleza, o Amor e a Paz que excede todo entendimento.

Este é um chamado à luta! Como intitula um belo livro de C. H. Spurgeon: "Preparado para o combate da fé"4.

Deus conosco!

Em Cristo,


Gian de Carvalho



Notas:


1: DRISCOLL, Mark. "O que é o Reino de Deus?" Site Monergismo: http://www.monergismo.com/mark-driscoll/o-que-e-o-reino-de-deus/


2: PLUMER, William. "O que é Arrependimento?" Blog Bereianos: http://bereianos.blogspot.com.br/2010/05/o-que-e-arrependimento.html#.Va33EvlViko


3: LUTERO, Martinho. Pelo Evangelho de Cristo -- São Leopoldo-RS: Editora Sinodal, 1984, p. 298.


4: SPURGEON, Charles Haddon. Preparado para o combate da fé, as armas para o ministério: a igreja, a palavra e o Espírito Santo -- São Paulo, Shedd Publicações, 2005.






O sofrimento é parte constante da vida do homem. Nossa sociedade atual é marcada e expressa em lama e sangue. Guerras, fome, violência urbana e doméstica, doenças, drogas, preconceitos, indiferença, traições, pobreza, prostituição infantil, trabalho escravo. Quem nunca se pegou em certa angústia e tristeza ao assistir um telejornal ou ler um jornal?

O chão do sofrimento, da angústia e da morte nivela a todos que são participantes do meio em que vivemos. Somos diversos em termos étnicos, culturais, religiosos, ideológicos, políticos, além de sermos diferentes nos níveis sociais e econômicos. Mas no sofrimento somos um, todos os seres humanos sofrem.

A vida reserva também coisas boas e belas, como um casamento, o nascimento de uma criança, uma amizade fraterna... O sofrimento tem que ser combatido e controlado, para que não se espalhe e tome conta de tudo ao nosso redor. Assim como a água que precisa ser delimitada para não ocupar todos os lugares, assim também o avanço do mal e do sofrimento devem ser delimitados em nossas vidas.

Como filhos de Deus devemos dar respostas ao sofrimento, mas que respostas será que temos dado?

De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. 2 Coríntios 4:8-9

Paulo afirma também a vivência do ser humano em meio ao sofrimento, e de seus textos podemos aprender as respostas que NÃO devemos dar ao sofrimento.

A primeira delas é a explicação, pois tentar explicar ou debater o sofrimento ou questionar sua justiça não vai resolver o problema do sofrimento humano, pois NADA justifica a morte e o sofrimento de um ser humano, nenhum argumento se valida, nem mesmo o da justiça. Jesus é claro quando ensina aos seus discípulos sobre o “olho por olho”, ensinando que no Reino de Deus devemos amar nossos inimigos e orarmos pelos que nos perseguem. A Cruz de Jesus é o testemunho dos céus que a Graça de Deus é abundantemente superior à justiça dos homens, mostrando que no Reino de Deus o amor triunfa sobre o juízo e o Deus da justiça verdadeira abre mão de exercê-la para assumir todo o dano. As explicações teológicas servem apenas para quem não está sofrendo, pois quem está precisa mesmo é de um abraço, de lágrimas, de compaixão, de colo e de generosidade. A segunda resposta errada que podemos dar é procurar culpados, pois definir culpados é atribuir que alguém por suas ações precisa ser denunciado, indiciado, julgado, condenado e punido. Esse hábito vira um ciclo vicioso, pois o ser humano tem uma grande tendência a terceirizar culpas (governos, grupos específicos, teorias econômicas, religiões, etc). Encontrar um culpado exclusivo é quase sempre tentar se eximir da responsabilidade, pois se nos eximimos da culpa não vamos nos esforçar para arrumar uma solução.

Desespero e fuga também não são boas respostas, pois enquanto a primeira te faz agir de maneira emocional e irracional, a segunda te faz fingir que nada aconteceu, negando o ocorrido, se escondendo, ocultando completamente suas emoções, sendo que tudo o acontece em nossas vidas deve ser vivenciado, solucionado e somente depois deixado para trás.

A blasfêmia também pode ser definida como uma resposta errada ao sofrimentotalvez a pior delas, aonde transferimos para Deus nossas desilusões e perdas, atribuindo a Ele a culpa e consequentemente nossa amargura e raiva. Essa é uma atitude trágica para o ser humano, pois ele elimina a única solução, elevando o nível do problema e do sofrimento. Dar as costas ao Único Deus, ao Único que sabe amar, ser Misericordioso é ser tolo ao não acreditarmos que Ele está nos controle de tudo, nos conduzindo para o caminho que Ele mesmo preparou.

Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro dele, mas suporte comigo os sofrimentos pelo evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Esta graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos, sendo agora revelada pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus. Ele tornou inoperante a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho. 2 Timóteo 1:8-10

Logo, Paulo nos ensina quais as respostas adequadas ao sofrimento humano:

Não nos envergonharmos do Evangelho de Cristo: Paulo ensina que a suficiência da cura do homem pertence a Jesus. É o primeiro passo de quem deseja sair do sofrimento, conhecer o Cristo, nosso Salvador, que por nós sofreu e padeceu até a morte, e morte de cruz. Sua Graça foi derramada antes de existirmos, basta apenas agora isso ser revelado aos homens. Jesus tornou inoperante a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio do Evangelho. Tornar inoperante a morte é dar prazo definido para que ela tenha fim, que é a esperança da ressurreição.

Agir em prol dos que sofrem: entendendo que Jesus é o único que pode aliviar o fardo dos homens, Deus coloca em nossas mãos a missão de levar esse amor através da pregação do Evangelho e das atitudes em prol dos que sofrem. Sabemos que esse mundo jaz do maligno, contudo, compete a nós como filhos de Deus manifestar o amor do Pai em favor dos homens. Enquanto estamos na Terra devemos contribuir com nosso tempo, nossa vontade, nosso dinheiro, ou seja, com tudo o que temos. Enquanto ansiamos pela ressurreição buscamos viver nossas vidas em Deus e levarmos essa vida a todos quantos pudermos.

Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também participou dessa condição humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte. Hebreus 2:14-15

Para finalizar, na carta de Hebreus, a Palavra confirma nossa esperança, afirmando que o Cristo além de tornar inoperante a morte, retirou de nós o medo da morte. A ressurreição anula a morte, trazendo a nós a certeza da vida eterna e a consciência do amor de Deus, sabendo o alto preço que foi pago para que pudéssemos ser livres dessa morte, a saber, o sangue de Jesus.

Que a esperança da ressurreição e a falta de medo da morte que nos foi arrancada por Cristo na cruz, nos tornem mais apaixonados pela vida e pelos que entrando em nossos caminhos, ainda sofrem. Sejamos a resposta ao sofrimento dos homens.

Com o amor de Cristo,

Rafael Câmara Alves










" E fez -lhe oração , e Deus se aplacou para com ele , e ouviu sua súplica ... " ( 2 Crônicas 33.13 )

" Eu me sentia muito indigno " , essas foram as palavras que ouvi numa conversa com um irmão muito amado. Em seu desabafo ele me contou que tinha crescido em um lar cristão , seus pais o havia criado segundo os padrões de Deus , mas conforme foi chegando na sua adolescência , foi conhecendo outras " coisas" , que para ele eram novidades bem convidativas , e nesse meio tempo , acabou se desviando do Caminho.

" Fiz muitas coisas erradas , coisas que eram abominações perante os olhos de Deus ( e eu sabia disso ) , me entreguei a tudo o que era ilícito ,sentia um vazio e nada era capaz de preencher , mexia com ocultismo na busca por respostas rápidas para as minhas frustrações ... ( tudo em vão ) ..."

Quando ele começou a querer mudar o rumo da sua vida e fazer o caminho de volta , ficou apreensivo pensando se Deus o perdoaria de seus pecados . Eu glorifiquei a Deus ao ouvir dele : " No entanto, esse pecador arrependido encontrou a resposta na Palavra de Deus , uma Palavra que me trouxe esperança , foi o relato bíblico sobre Manassés .

Bom, ficamos ali ainda um bom tempo , ele me contou todo o seu testemunho e já quando eu vinha embora estava tão feliz pelo relato do irmão , que aquela Palavra veio sendo ministrada em meu coração de tal maneira, que assim que cheguei em casa fui me aprofundar nessa passagem bíblica , que está registrada em 2 Crônicas 33.1-20 . Se você também se sentiu ou se sente indigno do perdão de Deus por causa de erros cometidos no passado, também pode ser consolado por essa Palavra .

Manassés foi criado numa família que servia a Deus . Seu pai , Ezequias , foi um dos reis mais notáveis de Judá . Manassés nasceu três anos depois de Deus ter prolongado milagrosamente a vida de seu pai ( 2 Reis 20.1-11) . Sem dúvida , Ezequias considerava esse filho como uma benção , resultado da misericórdia de Deus , provavelmente se esforçava para ensinar o filho no temor do SENHOR , o adorando de forma pura . Mas nem sempre os filhos seguem os exemplos dos pais , e foi isso que sucedeu com Manassés .

Ele tinha doze anos quando seu pai morreu , infelizmente , " Ele fez o que era mau aos olhos do SENHOR " ( 2Cr 33-2 ) . Será que o jovem rei foi influenciado por conselheiros que não tinha nenhum respeito pela adoração verdadeira ?
Isso a bíblia não diz . Mas diz que Manassés chegou ao ponto de cometer idolatria e crueldades .

Ele ergueu altares para deuses falsos , ofereceu os próprios filhos em sacrifício , praticou espiritismo e colocou uma imagem esculpida no templo do SENHOR em Jerusalém ," fez muitíssimo mal aos olhos do SENHOR , para o provocar à ira " . Deus falou muitas vezes a Manassés e ao seu povo , porém não deram ouvidos . ( 2Cr 33.10 ).

Foi então que o SENHOR permitiu que Manassés fosse levado cativo para Babilônia , ali ele teve a oportunidade de meditar em tudo o que tinha feito . Será que finalmente ele parou para pensar que seus inúmeros deuses falsos não puderam protegê-lo ? Será que se lembrou de sua infância , dos ensinos de seu pai , um homem temente a Deus?

Seja como for , ele mudou sua atitude : " E ele, angustiado, orou deveras ao SENHOR seu Deus , e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais " . O relato diz que" Deus se aplacou para com ele , e ouviu a sua súplica " ( 2Cr 33-12-13) .

Mas será que um homem que havia cometido erros tão graves poderia ser perdoado por Deus ? A resposta é Sim! O SENHOR se comoveu com o arrependimento sincero de Manassés , ele ouviu sua súplica por misericórdia : " e tornou a trazê-lo a Jerusalém , o seu reino ". Então, para provar seu arrependimento , ele pôde corrigir todos os seus erros , tirou da casa do SENHOR todos os deuses estranhos e o ídolo , como também os altares e os lançou para fora da cidade , contudo o povo ainda sacrificava nos altos , mas somente ao SENHOR seu Deus .( 2Cr 33.15-17)

O que eu aprendo aqui ?

Se você se sente indigno , por conta dos erros que foram cometidos no passado , anime-se com esse exemplo . Esse relato faz parte da Palavra inspirada de Deus ( Romanos 15.4) . Isso mostra que Deus está pronto a perdoar ( Salmo 86.5 ) .

O que importa para Ele é a condição do coração do pecador , um coração quebrantado e contrito Ele não desprezará ( Salmo 51.17 ), e o que confessa e deixa , alcança a misericórdia ( Pv 28.13 ) . A pessoa que ora sinceramente arrependida , abandona o erro e se esforça com determinação para fazer o que é correto , esses alcançam a misericórdia de Deus e recebe o seu perdão .

Para nossa meditação .

" Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos , e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele ; torna para o nosso Deus , porque grandioso é em perdoar . " ( Isaías 55.6-7 ) .

Que o SENHOR os abençoe ...

Gisele Fernandes.
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